Monitoramento de vetores e cuidados individuais são apontados como medidas essenciais para reduzir riscos

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) reforçou as orientações de prevenção contra doenças tropicais negligenciadas, com destaque para a leishmaniose e a febre maculosa, enfermidades associadas a vetores como o mosquito-palha e o carrapato-estrela.
De acordo com dados da Sesa, em 2025 foram registrados no Paraná 536 casos de leishmaniose tegumentar e 10 casos da forma visceral, considerada a mais grave da doença. Já a febre maculosa teve 53 casos confirmados entre 2021 e 2025, sendo classificada como uma das doenças mais letais quando não diagnosticada e tratada precocemente.
Entre as principais orientações para o controle da leishmaniose está a manutenção de quintais e áreas externas limpos, com a remoção de folhas, frutos e matéria orgânica úmida, locais propícios para a reprodução do mosquito-palha. A Sesa destaca que o tratamento da doença em humanos é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Para a prevenção da febre maculosa, a recomendação é que pessoas que frequentam áreas de mata, trilhas ou regiões próximas a rios utilizem roupas claras e compridas, além de realizarem inspeções no corpo a cada duas horas, a fim de identificar possíveis carrapatos.
Em caso de contato com o vetor, a orientação é remover o carrapato com o auxílio de uma pinça, de forma firme e cuidadosa, evitando esmagar o animal. A Sesa também alerta para a importância do diagnóstico precoce, já que os sintomas iniciais, como febre e dores no corpo, podem ser confundidos com outras doenças. Por isso, é fundamental informar ao profissional de saúde sobre eventual exposição a áreas verdes ou contato com animais nos 15 dias anteriores ao surgimento dos sintomas.
A secretaria ressalta ainda que cães também podem ser infectados pelo parasita da leishmaniose, atuando como reservatórios em áreas urbanas. Em 2025, foram confirmados 201 casos de leishmaniose visceral canina no Estado.
Fonte: Sesa
